24 de setembro de 2015

Judocas pernambucanas no Pan sub-13 da modalidade

Ana Lívia e Rebeka Carolyne garantiram vaga na seleção após serem campeãs nacionais
Com 12 anos, a judoca pernambucana Ana Lívia Araújo chama a atenção pelo porte físico avantajado. São 52kg distribuídos em 1,69m. Ela ganha proporções ainda maiores quando se aproxima da companheira de equipe Rebeka Carolyne, de 11 anos, que tem apenas 1,28m e menos de 28kg. Apesar da enorme diferença entre elas, ambas se mostraram verdadeiras gigantes no Campeonato Brasileiro de Judô Sub-13, realizado na Bahia, no último fim de semana. Mesmo estreantes, conquistaram os títulos das categorias pesado (52kg) e super ligeiro (-28kg), garantindo assim vaga na seleção brasileira que vai ao Pan-Americano de Judô Sub-13, em novembro, na Argentina. 
Para ser a representante do Brasil na categoria pesado do torneio continental, Ana Lívia não tomou conhecimento das adversárias que enfrentou no Brasileiro. Foram quatro vitórias, todas por ippon, até a medalha de ouro. “Nos Estaduais e Regionais, ela sempre se destaca porque, de fato, tem um porte físico mais avantajado que as demais. No Nacional, porém, enfrentou atletas até mais fortes e não encontrou dificuldades. Acho que muito disso foi em função da preparação feita. 
Ela trabalhou a parte técnica com Gabriela (de Souza, também técnica da atleta) e a física comigo”, explicou Derval Rego, um dos treinadores da judoca. A pequena Rebeka também venceu todas as lutas. Foram três triunfos, sendo o primeiro por ippon e os dois últimos por pontuação. “Por um lado, ficamos surpresos com Rebeka, já que foi o primeiro Brasileiro dela. Mas, ao mesmo tempo, era esperado pela garra e vontade com as quais ela sempre entra no tatame. Outra característica que a ajudou foi a frieza”, contou a técnica da atleta, Gabriela de Souza. Conquistar o título no Brasileiro, entretanto, foi apenas a primeira batalha de duas que as pernambucanas precisam vencer para, de fato, irem ao Pan de Judô. 
A segunda diz respeito à taxa de adesão que terão de pagar à Confederação Brasileira de Judô (CBJ). O valor cobre passagens aéreas, hospedagem e alimentação das atletas durante a competição. O valor ainda não foi divulgado pela entidade máxima da modalidade no País. “Com a alta do dólar acho que deve ficar em torno de R$ 3.500”, disse Derval Rego.

Com Informações  do Jornal do Commercio, Setembro 2015

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