Ana
Lívia e Rebeka Carolyne garantiram vaga na seleção após serem campeãs nacionais
Com 12 anos, a judoca pernambucana Ana Lívia Araújo
chama a atenção pelo porte físico avantajado. São 52kg distribuídos em 1,69m.
Ela ganha proporções ainda maiores quando se aproxima da companheira de equipe
Rebeka Carolyne, de 11 anos, que tem apenas 1,28m e menos de 28kg. Apesar da
enorme diferença entre elas, ambas se mostraram verdadeiras gigantes no Campeonato
Brasileiro de Judô Sub-13, realizado na Bahia, no último fim de semana. Mesmo
estreantes, conquistaram os títulos das categorias pesado (52kg) e super
ligeiro (-28kg), garantindo assim vaga na seleção brasileira que vai ao
Pan-Americano de Judô Sub-13, em novembro, na Argentina.
Para ser a
representante do Brasil na categoria pesado do torneio continental, Ana Lívia
não tomou conhecimento das adversárias que enfrentou no Brasileiro. Foram
quatro vitórias, todas por ippon, até a medalha de ouro. “Nos Estaduais e
Regionais, ela sempre se destaca porque, de fato, tem um porte físico mais
avantajado que as demais. No Nacional, porém, enfrentou atletas até mais fortes
e não encontrou dificuldades. Acho que muito disso foi em função da preparação
feita.
Ela trabalhou a parte técnica com Gabriela (de Souza, também técnica da
atleta) e a física comigo”, explicou Derval Rego, um dos treinadores da judoca.
A pequena Rebeka também venceu todas as lutas. Foram três triunfos, sendo o
primeiro por ippon e os dois últimos por pontuação. “Por um lado, ficamos
surpresos com Rebeka, já que foi o primeiro Brasileiro dela. Mas, ao mesmo
tempo, era esperado pela garra e vontade com as quais ela sempre entra no
tatame. Outra característica que a ajudou foi a frieza”, contou a técnica da
atleta, Gabriela de Souza. Conquistar o título no Brasileiro, entretanto, foi
apenas a primeira batalha de duas que as pernambucanas precisam vencer para, de
fato, irem ao Pan de Judô.
A segunda diz respeito à taxa de adesão que terão de
pagar à Confederação Brasileira de Judô (CBJ). O valor cobre passagens aéreas,
hospedagem e alimentação das atletas durante a competição. O valor ainda não
foi divulgado pela entidade máxima da modalidade no País. “Com a alta do dólar
acho que deve ficar em torno de R$ 3.500”, disse Derval Rego.
Com Informações do Jornal do Commercio, Setembro 2015
Nenhum comentário:
Postar um comentário