NATAÇÃO
A atleta anunciou aposentadoria em janeiro, mas já retornou ganhando medalhas
postado em 03/11/2014 08:30
/ atualizado em 02/11/2014 22:41
A
nadadora pernambucana Joanna Maranhão, de 27 anos, havia anunciado sua
aposentadoria em janeiro deste ano. A decisão de parar de nadar foi
tomada quando a atleta vivia mais um momento difícil em sua vida
pessoal. Por conta de problemas financeiros na família, Joanna se sentia
pressionada a nadar para pagar contas. Quando a pressão se tornou maior
que ela, a pernambucana anunciou que estava se aposentando. Dez meses
após esta decisão, ela resolveu recomeçar.
Ela
caía nas piscina carregando outros pesos nas costas. Os problemas que
tinha fora da água atrapalhavam o desempenho dela. O período de pausa na
carreira foi fundamental para que ela pudesse cuidar dos problemas
pessoais. Este recomeço foi feito de forma progressiva, de competições
menores até os Jogos Universitários, um torneio a nível nacional. E a
conquista de medalhas nos JUBs levaram a nadadora a tornar público que
está de volta.
Os problemas financeiros que a
família de Joanna tinha e que a faziam nadar por obrigação começaram a
ser sanados. A pressão foi aliviando e ela viu que poderia voltar.
“Nunca fiquei completamente parada, sempre fiz algum tipo de atividade
relacionada a natação e isso me ajudou a retornar a forma física. São
mais de vinte anos de natação contra um ano parada”, contou.
Sem
muita exposição, Joanna foi dando os passos necessários para o
recomeço. Saiu do estágio de professora com Nikita e no mês de outubro
passou três meses no México realizando treinos em altitude. Em boa forma
física, voltando a conquistar medalhas, a nadadora volta a projetar
metas. “Essa semana aqui no JUBs foi muito além do que eu estava
esperando em termos de marca, não esperava nadar tão próximo dos meus
tempos antigos (antes de parar). No fim do ano eu vou nadar o Open (em
dezembro, no Rio de Janeiro) e a cada torneio eu melhoro minha forma
física e vou me sentindo bem em todo ambiente de competição, por eu
estar me sentindo tão bem física e psicologicamente. Acho que tenho que
rever os objetivos e colocar metas mais audaciosas”, disse.
As
metas audaciosas poderiam ser entedidas como os jogos Pan-Americanos de
2015 ou até as Olimpíadas do Rio em 2016, mas ela prefere não bater o
martelo sobre isso. Joanna contou que passou por vários psicólogos na
vida e ao retornar para a natação, está buscando um tratamento voltado
para o esporte. Quanto deve durar a carreira após o retorno, nem ela
sabe. “Se eu tivesse uma bola de cristal eu diria. Enquanto me fizer
feliz eu vou. Independente de idade, de ter 27 ou 37 anos. O que importa
é nós fazermos o que nos deixa felizes”, afirmou.
Fonte: Diário de Pernambuco, SuperEsportes, 03/11/2014
Fonte: Diário de Pernambuco, SuperEsportes, 03/11/2014
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