1 de julho de 2015

Pernambucana quer reconquistar posto de titular da seleção brasileira de judô após lesão

Mariana Barros era a melhor do País em 2014, mas machucou o ombro durante preparação para o Mundial



 
Afastada da seleção brasileira de judô há um ano por causa de uma lesão no ombro, a pernambucana Mariana Barros está retornando aos tatames e não quer menos que o seu lugar de volta. A atleta já começou a treinar o randori (a luta propriamente dita, mas sem pontuação) e se prepara para participar da primeira competição oficial em setembro.

Durante o Campeonato Paulista de Judô, ela fará uma espécie de aquecimento para os torneios internacionais que passará a disputar logo depois. A meta é pontuar o máximo possível em cada evento para voltar a ser a titular absoluta da equipe nacional na categoria até 63kg e, consequentemente, garantir vaga nos Jogos do Rio-2016.

 Atualmente na 37ª colocação do ranking mundial, Mariana terá de superar a xará Mariana Silva, número 14 do mundo, para realizar esse objetivo. A paulista era a segunda judoca brasileira da categoria, quando herdou a vaga da pernambucana depois que ela machucou o ombro durante os treinamentos de campo da seleção brasileira na Rússia, antes do Mundial do ano passado. “O meu atual clube, o Paineiras do Morumbi (SP) vem me assessorando fisicamente, psicologicamente e tecnicamente, contribuindo muito na minha recuperação. Estou muito confiante, pois já estive entre as 10 melhores do mundo e retornar (ao posto de principal judoca do País na até 63kg) é a minha finalidade maior”, comentou Mariana. Quando sofreu a lesão na Rússia, a pernambucana estav a na mesma 14ª posição do ranking hoje ocupada por Mariana Silva. 

Em outubro de 2013, no entanto, ela chegou a ser a número 9 do mundo. Na ocasião, a judoca do Estado vinha de duas medalhas de ouro nos Grand Prix de Almaty e Tashkent, no Cazaquistão e Usbequistão, respectivamente. Voltar, pelo menos, ao antigo posto que ocupava antes de se machucar é primordial para Mariana realizar o sonho de disputar sua primeira Olimpíada. 

Apesar de a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) já ter fechado a seleção olímpica após a seletiva realizada no final do ano passado, tudo indica que a entidade dará oportunidade de a pernambucana vestir o quimono do País nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, se ela estiver melhor posicionada que as demais brasileiras no ranking.“A CBJ sempre esteve muito próxima a mim nesse processo, apoiando e incentivando a minha recuperação. Após todos esses anos de dedicação ao judô, meu principal objetivo é estar nos Jogos do Rio-2016”, contou a pernambucana.

Com informação do Jornal do Commercio, Julho de 2015


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