Quem abriu as portas dos
Jogos Olímpicos para várias gerações de esportistas brasileiras foi a
nadadora Maria Lenk. Ela não foi apenas a primeira mulher brasileira,
mas a primeira mulher sul-americana a participar de uma olimpíada. De lá
para cá, a presença feminina aumentou substancialmente: em Londres,
quase metade (47%) da delegação brasileira era formada por mulheres. Das
108 medalhas que o país conquistou após 21 edições, 20 foram garantidas
por elas, em esportes coletivos e individuais.
Em 2016, as atletas brasileiras terão mais uma chance de escreverem seus nomes na história do esporte olímpico. O Portal EBC
listou veteranas, revelações e promessas que podem trazer medalhas para
o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Algumas destas são grandes
favoritas; outras, podem surpreender; já algumas estão longe do pódio,
mas estão ganhando alguma projeção no cenário internacional. Todas as
modalidades olímpicas estão listadas e a relação não é definitiva, já
que a maioria ainda precisa confirmar a vaga nas competições
qualificatórias ou se manter entre as melhores ranqueadas do mundo. Mas
os resultados e a performance de cada uma aumentam a possibilidade de
ver várias delas com uma medalha no peito no próximo ano:
Atletismo | Badminton | Basquete| Boxe | Canoagem Slalom | Canoagem Velocidade | Ciclismo BMX | Ciclismo de Estrada | Ciclismo de Pista | Ciclismo Mountain Bike | Esgrima | Futebol | Ginástica Artística | Ginástica de Trampolim | Ginástica Rítmica | Golfe | Handebol | Hipismo | Hóquei sobre a grama | Judô | Levantamento de peso | Luta Olímpica | Maratonas Aquáticas | Nado sincronizado | Natação | Pentlato Moderno | Pólo Aquático| Rugby | Tênis de Mesa | Tiro Esportivo | Tiro com Arco | Triatlo | Vela | Vôlei | Vôlei de Praia | Remo | Saltos Ornamentais | Taekwondo | Tênis
Fabiana Murer
É o principal nome do
atletismo brasileiro no momento. A saltadora voltou a vencer a Liga
Diamante no ano passado, vencendo quatro das seis etapas da competição
que reúne as melhores atletas do mundo. Campeã mundial tanto em pista
coberta quanto descoberta, com duas participações em Olimpíadas, Fabiana
terminou a temporada passada como líder do ranking mundial no salto com
vara.
Lohaynny e Luana Vicente
As irmãs Lohaynny e Luana
Vicente foram vice-campeãs no torneio de duplas do Campeonato
Pan-Americano. Lohaynny fez história ao figurar na melhor posição de uma
atleta brasileira no ranking mundial da modalidade, alcançando o 60º
lugar.
Adriana Araújo e Clelia Marques da Costa
Medalha de bronze nos
Jogos de Londres, Adriana Araújo está de volta à seleção feminina de
boxe depois de um ano de rompimento com a confederação do esporte. Além
do retorno da primeira medalhista do boxe olímpico, o boxe feminino
também é representado por Clélia Costa, que levou a medalha de bronze na
categoria até 51kg no Campeonato Mundial do ano passado.
Ana Sátila
Atleta mais jovem da
delegação brasileira em Londres, Ana competiu na canoagem slalom com 16
anos e ficou em 13º lugar. Foi campeã mundial júnior na categoria K1 e
quarta colocada na C1. No Mundial adulto de Maryland (EUA), em 2014, Ana
não avançou para a final por centésimos, terminando em 11º lugar. Ela
encerrou a temporada indicada ao prêmio de melhor atleta júnior da
canoagem mundial.
Ana Paula Vergutz
Campeã brasileira mais de
dez vezes e heptacampeã sul-americana, Ana Paula Vergutz, de 25 anos,
chegou à final B do K1 Feminino Sênior 500 metros no campeonato mundial
de canoagem velocidade, em Duisburg (ALE) em 2013 e levou o bronze no
Pan-Americano da modalidade . A atleta foi apontada pelo Comitê Olímpico
Internacional (COI) como uma das atletas com potencial para os Jogos de
2016, e contemplada com uma bolsa.
Priscilla Stevaux Carnaval
A campeã brasileira é a
atleta de bicross mais bem colocada no ranking mundial: aparece em 18º
lugar na lista. Na Copa do Mundo de BMX Supercross de 2014, Priscilla
avançou até as semifinais, completando a prova em 11º lugar. A
brasileira, que compete com homens em etapas nacionais, coleciona
títulos sul-americano, pan-americano e europeu.
Clemilda e Janildes Fernandes
Juntas, as experientes
irmãs trazem na bagagem cinco participações em Olimpíadas. Janilde
esteve em Sidney (2000), Atenas (2004) e Londres (2012) e Clemilda, em
Pequim (2008) e Londres. O currículo das duas é recheado de títulos
nacionais e internacionais e elas fazem parte da seleção feminina de
ciclismo de estrada.
Gabriela Yumi
Medalha de prata na prova
de velocidade e ouro na prova de Keirin no Pan-americano Júnior,
Gabriela é a melhor colocada no ranking mundial na prova do ciclismo
olímpico que consiste em oito voltas na pista de 250m. No ano passado, a
ciclista de 19 anos, venceu a Irish International Track GP,
estabelecendo novo recorde na pista.
Isabella Lacerda e Raiza Goulão
Raiza Goulão, é atualmente
a melhor ciclista da América do Sul no ranking mundial do cross
country. Ela aparece na 37ª posição. Isabella Lacerda está em 41°. A
dupla domina as principais provas nacionais e sul-americanas. No ano
passado, Raiza garantiu o melhor resultado para o Brasil em um mundial
da modalidade, com o 37º, além de ser a melhor brasileira no Campeonato
Pan-Americano. Em 2015, a goiana de Pirenópolis já faturou o Troféu
Brasil e o Aberto de Noa, na Argentina.
Gabriela Cecchini
Com apenas 15 anos,
Gabriela fez história ao garantir a segunda medalha da esgrima
brasileira em mundiais: o bronze veio no Mundial cadete de 2013. Nos
Jogos Olímpicos da Juventude, parou nas quartas de final. Ela já foi
campeã pan-americana e sul-americana em sua categoria, e é apontada como
uma das esperanças da esgrima brasileira neste e no próximo ciclo
olímpico.
Flávia Saraiva e Rebeca Andrade
Apesar da equipe
brasileira de ginástica artística ainda ser capitaneada por nomes como
os de Jade Barbosa e Daniela Hypólito, a nova geração de atletas, com
Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, mostra que o Brasil tem tudo para
continuar se destacando no cenário internacional. Nos Jogos Olímpicos da
Juventude, Flávia faturou a medalha de prata no individual geral, a
prata na trave e o ouro no solo. Rebeca Andrade, que ficou de fora da
competição de Nanquim por conta de uma lesão no pé, venceu o Troféu
Brasil com apenas 13 anos e coleciona conquistas na categoria juvenil,
como o campeonato nacional e o pan-americano.
Giovanna Matheus
Uma
das melhores atletas brasileiras na ginástica de trampolim chegou longe
no Mundial do ano passado: Giovanna ficou como terceira reserva, no 27º
lugar, a três posições de se garantir na semifinal – algo jamais
alcançado por brasileiros no esporte. No Pan do Rio, em 2007, Giovanna
garantiu a medalha de bronze. Os resultados do ciclo olímpico para
Londres deixaram-na muito perto de conseguir a inédita classificação do
Brasil para uma Olimpíada, mas ela acabou ficando de fora.
Angélica Kvieczynski
Angélica é o principal
nome da ginástica rítmica do Brasil: a atleta é hexacampeã brasileira,
bicampeã dos Jogos Sul-Americanos e foi a primeira a conquistar uma
medalha no individual geral em Jogos Pan-Americanos: em 2011, em
Guadalaraja, faturou três ouros e uma prata. No Mundial de 2013, em
Kiev, na Ucrânia, Angélica ficou com o 33º lugar. No Mundial do ano
passado, prejudicada por um erro administrativo da confederação – que a
inscreveu apenas em dois dos quatro aparelhos –, apareceu em 112º lugar.
Miriam Nagl e Luciane Lee
Com dupla nacionalidade –
brasileira e alemã – a golfista Miriam Nagl optou por defender o país de
olho na vaga olímpica que o Brasil faz jus como sede olímpica. Miriam é
a brasileira melhor colocada no ranking mundial, aparecendo em 616°
lugar. Fora do circuito profissional desde que engravidou e teve sua
primeira filha, Miriam só deve voltar à competição em maio. A paulista
Luciane Lee, que estreou como profissional em fevereiro passado com um
quarto lugar no Gateway Classic, torneio do Symetra Tour, é a 716ª
colocada na lista, entrando na briga para representar o Brasil.
Luiza Almeida
No hipismo, homens e
mulheres disputam a mesma prova, em igualdade de condições. A amazona
Luiza Almeida é o destaque feminino no hipismo adestramento. Nos Jogos
Mundiais Militares de 2011, Luiza foi ouro no individual e prata na
prova por equipes. No Pan de 2007, no Rio, ficou com a medalha de bronze
na competição por equipe e, quatro anos depois, em Guadalajara, obteve o
quinto lugar. Foi a primeira sul-americana a chegar a uma final de Copa
do Mundo – em 2009, na Holanda.
Mayra Aguiar
Líder do ranking mundial
na categoria até 78kg, Mayra é a maior medalhista brasileira em mundiais
de judô, com quatro conquistas: ouro em Chelyabinsk, na Rússia, em
2014, prata em Tóquio, em 2010, e bronze no Rio de Janeiro, em 2013 e em
Paris, em 2011. Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, também na
categoria meio-pesado, Mayra ficou com a medalha de bronze. E tudo isso
com apenas 23 anos.
Jaqueline Ferreira
Depois de doze anos de
ausência das provas olímpicas, as brasileiras voltaram a competir no
levantamento de peso graças ao esforço de Jaqueline. Mas ela foi além:
em Londres, ela cravou o melhor resultado do país na modalidade,
levantando, ao todo, 230kg, sendo 128kg no arranco e 102kg no arremesso,
garantindo o recorde e a histórica oitava colocação na categoria até
75kg. No Mundial do ano ano passado, ela foi a melhor brasileira,
terminando em 11º lugar em sua categoria, com 100kg no arranque e 130kg
no arremesso, totalizando 230kg.
Aline Silva
Aline virou o maior
expoente da luta olímpica brasileira depois de uma façanha: conquistou a
primeira medalha brasileira em um campeonato mundial do esporte. Ela
foi prata na categoria olímpica até 75kg da Luta Feminina em Tashkent,
no Uzbequistão.
Poliana Okimoto / Ana Marcela Cunha
Na temporada passada, Ana
Marcela Cunha foi tricampeã da Copa do Mundo das Maratonas Aquáticas de
forma brilhante: subindo no pódio em todas as etapas. Foram cinco ouros,
uma prata e dois bronzes. O desempenho no ano rendeu à Ana Marcela o
título de melhor atleta de maratonas aquáticas do mundo em 2014. Além de
Ana Marcela, o Brasil também conta com Poliana Okimoto, atual campeã
mundial da maratona aquática. Machucada, Poliana ficou de fora de parte
do circuito mundial do ano passado, mas está confirmada para o Mundial
de Esportes Aquáticos de Kazan.
Etiene Medeiros
Ao vencer a prova dos 50m
costas no Mundial de piscina curta do Catar, disputado no ano passado,
Etiene tornou-se a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha
de ouro em um campeonato mundial de natação. Na prova que rendeu o
título, Etiene estabeleceu o recorde mundial e superou a “Dama de Ferro”
Katinka Hosszú, fenômeno húngaro das piscinas. Em Doha, Etiene também
faturou a medalha de ouro no revezamento 4x50 m medley misto e o bronze
no revezamento 4x50 m livre misto.
Yane Marques
A pernambucana de 31 anos é
única latino-americana medalhista olímpica no pentatlo moderno. Em
2012, nos Jogos de Londres, Yane levou o inédito bronze na modalidade
que combina esgrima, natação, hipismo, corrida e tiro esportivo. Grande
nome do pentatlo moderno nacional, Yane também foi vice-campeã mundial
em 2013, medalha de ouro no Pan de 2007 e prata no Pan de 2011l. É a 11ª
colocada no ranking mundial.
Caroline Kumahara
A mesatenista de 19 anos é
a melhor mesatenista olímpica da América Latina, ocupando o 121º lugar
no ranking mundial. Com apenas 17 anos, conquistou uma das mais
importantes vitórias da história do tênis de mesa feminino, ao superar a
então nona melhor tenista do ranking mundial pela Copa do Mundo por
equipes – a japonesa Kasumi Ishikawa, que hoje é a quarta colocada na
lista. Caroline defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres e detém
títulos nas categorias mirim, infantil, juvenil e agora, começa a
ganhar suas primeiras conquistas nacionais e internacionais entre os
adultos.
Daniela Carraro
Daniela Carraro é a única
atiradora de elite no skeet feminino. Como o Brasil tem vaga assegurada
na modalidade por ser país-sede, Daniela pode se garantir nas
Olimpíadas. A campeã nacional ficou com o terceiro lugar no Campeonato
das Américas, disputado no México, em outubro de 2014, e o ouro nos
Jogos Sul-Americanos.
Sarah Nikitin
Em 2013, Sarah Nikitin
chegou nas quartas de final de um mundial de tiro com arco, algo que
nenhum arqueiro brasileiro havia conseguido. Ela foi a primeira
brasileira a ultrapassar a barreira dos 1.300 pontos no arco recurvo,
quebrando o recorde nacional e cravando 1.305 pontos. Junto com Marcus
Vinícius D'Almeida, Sarah levou medalha de prata na etapa da Copa do
Mundo de Tiro com Arco na categoria recurvo, disputada em Cali, na
Colômbia – foi a primeira vez que uma dupla do país faturou uma medalha
por equipes mistas, em uma prova que ainda não está no programa
olímpico.
Pâmela Oliveira
Em 13º lugar no ranking
mundial, Pâmela é o destaque do triatlo brasileiro. Pâmela representou o
país nos Jogos Olímpicos de Londres, quando, apesar de ter sofrido uma
queda na prova de ciclismo, terminou a prova em 30º lugar. Medalha de
bronze nos Pan-Americanos de Guadalajara, Pâmela foi ouro em Huatulco,
no México, em etapa da Copa do Mundo de Triatlo, em maio de 2013.
Martine Grael e Kahena Kunze
Em setembro do ano
passado, a dupla sagrou-se campeã mundial na classe 49er FX – o primeiro
mundial feminino da história da vela brasileira. Martina e Kahena são
líderes do ranking mundial e juntas, enfileiraram títulos na temporada
passada: as duas venceram as etapas de Hyeres e Palma de Mallorca da
Copa do Mundo, o Aquece Rio, evento-teste dos Jogos Rio 2016, a semana
olímpica de Garda, na Itália, e foram eleitas as melhores velejadoras do
mundo pela Federação Internacional de Vela (Isaf).
Fabiana Beltrame
A veterana, eleita seis
vezes a melhor remadora do país pelo Comitê Olímpico do Brasil, já foi a
três Olimpíadas – em 2004, em Atenas, foi a primeira remadora feminina a
estrear nos Jogos Olímpicos. Fabiana é pioneira em vários aspectos:
levou a primeira medalha brasileira em um campeonato mundial de remo,
garantiu a primeira medalha do remo feminino em um Pan-Americano e foi a
primeira atleta brasileira a vencer uma prova da Copa do Mundo, também
em 2011. Mas todos estes resultados foram obtidos em uma categoria que
não faz parte do programa olímpico: o single skiff peso leve. Nos Jogos,
Fabiana pode competir no single skiff ou no double skiff peso leve, com
alguém que a acompanhe. A remadora promete se aposentar depois do Rio
2016.
Juliana Veloso
Juliana foi a primeira
medalhista em Jogos Pan-Americanos nos saltos ornamentais, com
conquistas nos Jogos de Santo Domingo, em 2003, e no do Rio de Janeiro,
em 2007: ela é prata e bronze na plataforma de 10m e bronze no trampolim
de 3m. Juliana é a principal referência feminina no esporte: seu
currículo traz participações em quatro Olimpíadas e uma final de
campeonato mundial, em Fukuoka (Japão), em 2000 – feito inédito para uma
saltadora brasileira.
Iris Tang Sing
Iris compete em dois
pesos: na até 46kg, onde visa um título mundial, e na 49kg, de olho em
uma medalha olímpica. A taekwondista começou o ano entre as três
melhores do mundo na categoria mais leve e no sexto lugar no ranking
olímpico. Iris venceu o Campeonato Pan-Americano de Taekwondo na
categoria até 46kg, competiu no Grand Prix Final, que reúne as oito
melhores atletas de cada categoria na temporada e já assegurou vaga nos
Jogos Pan-Americanos de Toronto, vencendo sua luta nas seletivas de
Aguascalientes.
Teliana Pereira
No ano passado, a tenista
número 1 do Brasil – atualmente, é a 140º no ranking mundial – esteve
nas chaves principais dos quatro Grand Slam: Australian Open, Roland
Garros, Wimbledon e US Open. Em Roland Garros, venceu uma partida de
Grand Slam e passou pela primeira rodada do tradicional torneio francês,
algo que uma mulher brasileira não fazia há 25 anos. Em 2013, em um dos
seus melhores momentos da carreira, Teliana chegou a aparecer no top
100 do tênis mundial, o que não acontecia desde a década de 90.
ESPORTES COLETIVOS
O Brasil foi para o
Mundial feminino de basquete, disputado na Turquia, no ano passado, com
uma seleção renovada, mas com nomes experientes, como a armadora
Adrianinha e a pivô Érika. O Brasil caiu em um grupo complicado, com
Espanha, República Tcheca e Japão, mas chegaram até as oitavas de final.
Mas não chegaram muito longe: as francesas encerraram a campanha
brasileira nesta fase. A Federação Internacional de Basquete (Fiba) só
deve definir se o Brasil terá direito a vaga nos Jogos do Rio no fim de
junho: até lá, a seleção deve se preparar para ganhar o Pré-Olímpico,
que acontece em agosto e dará uma vaga para as Olimpíadas de 2016 para o
vencedor.
Vice-campeãs da última
Copa do Mundo e medalhistas de prata dos Jogos Olímpicos de Atenas
(2004) e Pequim (2008), as meninas do Brasil, lideradas pela camisa 10
Marta, cinco vezes melhor do mundo, perseguem a inédita medalha de ouro.
Sob o comando do técnico Vadão, que assumiu a seleção feminina em abril
de 2014, o Brasil foi hexacampeão da Copa América, do Torneio
Internacional de Brasília, em dezembro e participou pela primeira vez da
Copa Algarve, tradicional competição feminina que acontece em Portugal,
terminando em sétimo lugar. As principais competições do ano para a
seleção serão no Canadá: a Copa do Mundo feminina, entre junho e julho, e
os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no meio do mês de julho.
Depois do histórico título
mundial, conquistado em 2013, a seleção feminina terminou a temporada
passada vencendo o Torneio Internacional da Espanha, quadrangular que
contou com a presença das seleções da Tunísia, Polônia e Espanha, além
dos Jogos Sul-Americanos. Na Golden League, torneio com Noruega, França e
Dinamarca, o Brasil acabou em último lugar. No ano pré-olímpico, as
meninas da seleção vão defender o título, no Campeonato Mundial, que
acontece no Catar, em dezembro, jogam o Campeonato Pan-Americano do
handebol, em maio, em Cuba, e os Jogos Pan-Americanos, em Toronto.
A seleção feminina de
hóquei sobre a grama dificilmente deve participar dos Jogos Olímpicos do
Rio de Janeiro. A situação é complicada: o time não conseguiu
classificação para o Pan-Americano, não atingiu o critério técnico
mínimo para garantir a vaga destinada ao país-sede – que era aparecer
entre os 40 primeiros do ranking mundial até o final do ano passado e
não disputou a Liga Mundial por alegada falta de recursos. Além disso, a
seleção não tem calendário para este ano.
Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci
Com
a saída de Lara Teixeira e Nayara Figueira depois de dois ciclos
olímpicos, Luísa e Maria Eduarda foram escolhidas para compor o dueto
olímpico brasileiro para os Jogos de 2016. A dupla é jovem: Luísa tem 18
anos e Duda, 19. Mas a parceria existe há seis anos, tanto no
Fluminense, clube que defendem, quanto nas categorias de base da
seleção. Na primeira competição juntas – o Aberto da Alemanha -, já
apresentando a coreografia criada para o Pan de Toronto e os Jogos do
Rio, as brasileiras terminaram em quarto lugar.
Desde a chegada do técnico
canadense Patrick Oaten, há um ano, a seleção brasileira de polo
aquático já alcançou uma inédita vaga na Superfinal da Liga Mundial, em
Kunshan, na China, ficando em oitavo lugar no torneio, a prata na Copa
Uana, classificatória para o Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, e
foram campeãs sul-americanas de forma invicta, carimbando o passaporte
para o Pan de Toronto.
A seleção brasileira
feminina de rugby sevens, esporte que faz sua estreia olímpica em 2016,
participou de todas as edições do Campeonato Sul-Americano. A supremacia
das Tupis é ampla: as brasileiras são decacampeãs do continente, sem
jamais ter perdido nenhum jogo na América do Sul. No circuito mundial – o
World Series – o melhor resultado do selecionado nacional é o oitavo
lugar, resultado que já se repetiu em duas etapas, uma das disputada em
Barueri, no último mês de fevereiro. O Brasil já tem lugar garantido no
Pan-Americano.
Já garantidas nos Jogos de
2016 por serem representantes do país-anfitrião, as bicampeãs olímpicas
entram como favoritas à terceira medalha dourada consecutiva. O
primeiro título mundial escapou no ano passado depois da péssima partida
diante das norte-americanas, o que rendeu uma derrota por 3 a 0 na
semifinal. Na disputa pelo terceiro lugar contra a Itália, o Brasil
venceram a Itália sem sustos. No Grand Prix, as meninas foram campeãs
pela décima vez. Neste ano, a seleção joga o Sul-Americano, os Jogos
Pan-Americanos e o Grand Prix.
Juliana/Maria Elisa e Larissa/Talita
Duas duplas brasileiras
despontam na briga por medalhas olímpicas: Juliana e Maria Elisa
venceram o circuito mundial em 2014, mas Larissa e Talita, que formaram
parceria em junho do ano passado, engataram a maior sequência de
vitórias seguidas da modalidade no país: foram 61 triunfos consecutivos
no circuito brasileiro e mundial. Larissa e Talita conquistaram o título
da temporada 2014/2015 por antecipação e Juliana e Maria Elisa foram
eleitas o melhor time do ano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário